Movimentar-se é um direito:
quem fica de fora e por quê?
Por que, mesmo sabendo que o esporte salva vidas, tantas pessoas ainda estão fora dele?
O mundo se move menos do que deveria
Ela compra um tênis.
Escolhe uma academia.
Salva um treino e promete que na segunda-feira, vai...
mas a segunda-feira nunca chega.
Talvez falte tempo.
Talvez falte companhia.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a maioria não atinge o nível mínimo recomendado de atividade física.
Inatividade física em adultos. O ponto de 2010 é derivado do “+5 p.p. desde 2010” informado pela OMS; o de 2030 é projeção. Fonte: WHO, 2024.
O impacto é individual e coletivo.
de adultos estão fisicamente inativos no mundo.
mais risco de morte para quem é insuficientemente ativo.
custo estimado da inatividade para a saúde pública (2020–2030).
Quem fica de fora primeiro
Quando olhamos mais de perto, a desigualdade aparece.
Mulheres são, em média, 5 pontos percentuais menos ativas que homens. Entre adolescentes, a diferença é maior.
No Brasil, o IBGE encontra o mesmo tipo de desigualdade, com seus próprios números.
Fonte: IBGE, 2017, p. 12 e p. 15.
E existe ainda outra camada de exclusão.
Fonte: NIX Diversidade/Nike, 2022, p. 21.
Os motivos mudam quando se olha mais de perto
Na população em geral, o motivo mais citado é a falta de tempo. Dentro da comunidade LGBTQIA+, o tempo continua em primeiro — mas a composição muda.
Fontes: IBGE, 2017, p. 20; NIX Diversidade/Nike, 2022, p. 27.
Entre os motivos citados pela comunidade LGBTQIA+ aparecem barreiras que não existem como categoria na pesquisa do IBGE.
Fonte: NIX Diversidade/Nike, 2022, p. 27.
E a barreira não termina quando a pessoa começa a praticar.
Fonte: NIX Diversidade/Nike, 2022, p. 38–39.
A própria comunidade apoia a superação de divisões rígidas de categoria.
Fonte: NIX Diversidade/Nike, 2022, p. 40.
Outro estudo reforça a importância da companhia entre estudantes do Ensino Médio.
Fonte: Lopes & Del Vecchio, 2026.
O que fica quando tiramos o que não podemos resolver
Falta de tempo é a principal barreira — e é estrutural: rotina, trabalho, transporte, distância. Um aplicativo não cria mais horas no dia.
Tirando o tempo de cena, o que sobra nos dados aponta para outro tipo de barreira.
Fonte: NIX Diversidade/Nike, 2022, p. 27.
A falta de companhia aparece como 2º motivo entre pessoas LGBTQIA+ que não praticam esporte.
Fontes: NIX Diversidade/Nike, 2022, p. 27; Lopes & Del Vecchio, 2026.
A partir daqui, saímos dos achados e entramos nas decisões do projeto. Os dados sustentam a relevância de companhia/vínculo social dentro da comunidade LGBTQIA+.
A inclusão de mulheres cis e pessoas LGBTQIA+ é uma decisão de escopo, apoiada pelo fato de que mulheres praticam menos atividade física — não por um dado que comprove falta de companhia entre mulheres cis. Da mesma forma, gamificação e permanência são hipóteses de design: as pesquisas não medem seu efeito sobre retenção.
Fontes e limitações
A pergunta que fica
De: “Eu não vou sozinha.”
Para: “Vem comigo?”
[ nome do projeto ]
Uma experiência pensada para aproximar pessoas, formar conexões e tornar o ambiente esportivo mais acolhedor. Porque o primeiro passo pode ser um movimento — mas permanecer pode começar com uma conexão.